Tudo o que você precisa saber sobre venezianas - Casa e Jardim | relatório

2021-11-29 07:14:41 By : Mr. Ervin Matin

A luz natural entra suavemente na sala. Os raios do sol são filtrados pela veneziana branca, rematada por um xale de linho. Todo o interior também é claro, incluindo o piso. Projeto da arquiteta Paula Magnani (Foto: Maíra Acayaba / Casa e Jardim e divulgação)

Parece fácil, mas escolher cortinas para compor a decoração da sua casa requer um certo conhecimento e orientação correta. Geralmente são a última etapa do projeto, justamente para finalizar o conceito de decoração. Uma escolha errada e aí se vai todo o trabalho e, ainda por cima, a harmonia do espaço. Além disso, são responsáveis ​​por controlar a luz e até proteger móveis e objetos. Neste contexto, as cortinas surgem como as opções mais práticas e versáteis, visto que se enquadram em muitos projetos, desde a sala à cozinha, do quarto à varanda. Mas não é o gosto pessoal que deve reger a escolha. Ao se apaixonar por uma modelo, é preciso verificar se ela se encaixa no espaço. “Existem ambientes que não suportam tecnicamente aquele produto sonhado”, avisa Alice Amorim, diretora da Amorim Persianas. Nesse caso, você precisa de uma boa orientação. “O modelo tem que se adaptar ao gosto, solução, proteção e decoração da casa”, diz Graziella Castanheira, diretora de marketing da fabricante Uniflex.

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LEIA MAIS | 8 SEGREDOS PROFISSIONAIS PARA OBTER A DECORAÇÃO CORRETA A boa notícia é que existem muitos tipos e materiais no mercado - e um deles, com certeza, vai se adequar técnica e esteticamente ao projeto. Na verdade, quando o engenheiro francês Pierre Le Fou (1804-1850) inventou os cegos em 1824, ele nunca teria imaginado que seu feito, que aconteceu por acaso, teria sucesso a ponto de evoluir tanto. Tudo começou quando Pierre estava tentando encontrar uma maneira de conter o movimento da água de um pequeno riacho na propriedade de seu pai na região da Côte d'Azur, na França. Ele fez muitos testes usando métodos diferentes sem obter resultados positivos. Então veio um insight: alguma madeira ajustável, cruzada de um lado a outro do riacho, poderia reduzir e controlar o fluxo de água apenas movendo-a. Ele então construiu uma maquete de algodão engomado com cordas para mover as lâminas. Terminado o projeto, sua esposa pendurou a invenção em uma janela para secar a goma e, ao movimentar as “lâminas”, descobriu que podia controlar a luz do ambiente. Havia a veneziana, que leva o nome de seu inventor, cujo apelido de infância era “Persi”.

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LEIA MAIS | MADEIRA E BETÃO JUNTOS NA DECORAÇÃO Desde então, os avanços foram enormes. “Hoje temos venezianas com tecnologia para atender às necessidades de cada ambiente”, afirma Rita de Cássia Tancini Camilo, diretora de marketing da Luri Decorações, concessionária da fabricante Luxaflex Hunter-Douglas. A diversificação dos modelos obedece a três classificações, segundo Graziella Castanheira, da Uniflex: os que sobem e permanecem na parte superior, como o rolo e o romano; o modelo do painel, que, ao invés de subir, se move para os lados; e as persianas giratórias, que podem uniformizar a quantidade de luz com um giro de suas lâminas. TIPOS E USOS

Painel (Foto: Denilson Machado / Divulgação)

PAINEL Em vez de subir, este tipo de cortina desloca-se lateralmente e é adequada para grandes janelas, uma vez que os tecidos são sobrepostos. Pode ser realizada em vãos de até 8 m. Folhas largas requerem menos sobreposição, folhas estreitas requerem mais sobreposição. Eles não deixam lacunas em nenhuma das versões quando o painel está totalmente fechado. É amplamente utilizado em portas de varanda, escritórios e salões de baile. Preço a partir de R $ 290 por m². Na sala de jantar, projetada pela arquiteta Patricia Martinez, painéis em tecido Uniflex.

Romana (Foto: Edu Castello / Editora Globo)

ROMANO clássico, é usado principalmente na sala de estar e no quarto. Graças aos seus módulos de tecido estruturados com hastes, é recolhido em botões, formando um volume na parte superior. Portanto, é necessário deixar um espaço de pelo menos 40 cm entre a janela e o teto. “É preciso ter cuidado ao instalar em portas e molduras”, diz Alice Amorim. Tem uma limitação de tamanho: atinge 3,50 m de altura e 3 m de largura, ou até 7 m². A partir de R $ 380 por m². Na sala projetada pelo escritório da Casa 14, uma cortina romana, da Uniflex,

Roll (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)

ROLÔ Os modelos de tela, que são recolhidos de cima para baixo, deixando a parte externa visível, ficam em 90% das varandas dos apartamentos, onde são utilizados com tela solar para proteger os ambientes dos raios ultravioleta. Nesse caso, é necessário seguir as recomendações do condomínio para manter o padrão da fachada. Sua versatilidade seduz profissionais da área. “Gosto de comparar os rolos com Lego: são montados de acordo com a necessidade do cliente”, afirma o diretor da Amorim Persianas. O rolo pode ser utilizado em áreas de pequenas a grandes alturas e dimensões, permitindo a adaptação ao projeto de diferentes ambientes: sala, quarto, cozinha e escritório. A partir de R $ 212 por m². Na foto, a cortina de enrolar com tela solar da Luxaflex, da Arthur Decor, protege o canto de leitura do projeto SAO Arquitetura.

HORIZONTAL Permite o controle da entrada de luz através da inclinação de suas lâminas, o que garante conforto interno e visão externa. Existem modelos com lâminas de 16 mm, 25 mm, 35 mm, 50 mm e 70 mm. O mais tradicional é o alumínio. Ideal para cozinhas, áreas de serviço e escritórios, normalmente também está inserido numa área social. Preços a partir de R $ 220 por m². Modelos de PVC e madeira sintética são boas soluções para banheiros e lavanderias; madeira e bambu são adequados para salas de estar, quartos e ambientes comerciais. Os de madeira custam a partir de R $ 600 por m². No projeto da designer de interiores Deborah Roig, persianas de alumínio com lâminas de 50 mm, cor cobre, da Uniflex.

SILHUETA Este tipo de cortina combina a sofisticação do tecido com a funcionalidade de uma persiana. Suas lâminas horizontais parecem flutuar entre duas telas transparentes e podem ser inclinadas para controlar o brilho. Eles são ideais para salas de estar e de jantar. A partir de R $ 1.200 por m². Na foto, a sala projetada pelo escritório Guardini & Stancati recebeu uma veneziana Silhouette, da Hunter-Douglas.

Plissado (Foto: J.Vilhora / Divulgação)

PLEAT Com dobras delicadas, ocupa pouco espaço quando retraído. Ideal para instalação dentro de vãos. Pode ser confeccionada com proteção solar em tecidos translúcidos e blackout. A partir de R $ 540 por m². O modelo XL Pleat, da Uniflex, fecha grandes lacunas, como neste projeto do arquiteto Leo Junqueira.

Telefone Celular (Foto: Maíra Acayaba / Editora Globo)

CÉLULA CELULAR O tecido em forma de colmeia cria almofadas de ar entre as células, que garantem um ótimo desempenho acústico e térmico. Com proteção de até 99% contra os raios ultravioleta, preserva móveis, pinturas e pisos. Reduz até 30% do ruído. A partir de R $ 440 por m². Na foto, as cortinas Duette, da Luxaflex, na sala do casal Macy Junqueira e Ricardo Ohtake.

Versátil | Para o home theater, a arquiteta Patricia Martinez escolheu a veneziana de madeira clara, da Uniflex, que permite a regulagem da luz natural (Foto: Denilson Machado / Editora)

MOTORIZAÇÃO Todas as persianas podem ser motorizadas, o que permite seu acionamento por interruptor ou controle remoto. O motor é embutido no trilho superior da cortina e, quando acionado, recebe comandos por rádio frequência ou infravermelho. Este dispositivo pode até ser conectado a um sistema de automação residencial para, por exemplo, ser programado para abrir e fechar em determinados horários do dia. Mas quando vale a pena? Segundo os fabricantes, é mais comum e viável utilizar a motorização em cortinas grandes e altas, para facilitar o acionamento. O dispositivo também auxilia na durabilidade da peça, pois sempre tem o mesmo peso e demora igual para movimentar-se, sem controle manual.

LIMPEZA A praticidade da cortina estende-se à sua limpeza. Atualmente, existem cortinas com tratamento antiestético para inibir o acúmulo de poeira, o que torna a manutenção - e muito - mais fácil. Mas, em geral, é recomendável aspirar ou tirar o pó todas as semanas. Uma vez por ano, é bom ligar para uma empresa especializada para limpeza completa.

Tela solar O material é preferido para rolos, principalmente se forem instalados em varandas. Os tecidos são predominantemente de composição sintética - blackout ou translúcidos. Muitos fabricantes já possuem tecnologias para não espalhar chamas e inibir fungos e bactérias nos produtos.  

Tecidos Sintéticos (poliéster) garantem estabilidade e durabilidade dos produtos, segundo Andréia Pressato. Os feitos de fibras naturais, como o linho e o algodão, sofrem um pouco com a forte insolação, na opinião de Alice Amorim, mas são produzidos em uma gama maior de cores e texturas.  

Madeira Ideal para cortinas horizontais, este material agrega elegância e sofisticação ao modelo tradicional. A beleza natural da madeira pode aparecer em diferentes tonalidades e texturas que podem ser combinadas com os tamanhos dos folheados disponíveis no mercado.  

Alumínio É o material mais tradicional para a clássica linha de persianas horizontais. Sua vantagem é a disponibilidade em cem cores, além de formas e texturas, que se adaptam aos mais diversos tipos de projetos.

Suavidade | A luz solar é filtrada pela veneziana Silhouette, de Hunter-Douglas, no quarto da suíte, projetada pelo arquiteto Duda Porto (Foto: MCA Estúdio / Editora Globo)

A este respeito, tudo depende de onde você deseja instalar a cortina. Segundo Andreia Pressato, se a instalação for no interior da parede, ou seja, embutida na janela, a cortina deve ter o mesmo tamanho da abertura. Se a instalação for fora do vão, além dos limites da janela, a recomendação é adicionar 10 cm de cada lado (direito e esquerdo), bem como acima e abaixo. Alguns fabricantes indicam um espaço de até 20 cm além dos limites da janela, dependendo da incidência de luz solar. Uma grande questão é o comprimento ideal. Neste caso, é necessário verificar o ambiente e a extensão da cortina. “Na sala de estar, na sala de jantar e no quarto duplo, o mais elegante é que as persianas chegam ao chão”, diz Rita de Cássia Tancini Camilo. Ela conta que, em salas para jovens e crianças, a peça pode ficar logo acima da janela, com um beiral de 15 cm ao redor. Na dúvida, siga esta dica valiosa: grandes portas e janelas exigem sempre uma cortina longa; as janelas pequenas podem ter um comprimento curto.

 Alterado (Foto: Ilustrações / Luiz Lula)

AJUSTE A LARGURA As medidas mudam dependendo do tipo de janela. As persianas integradas devem ter a mesma dimensão do vão. Se a instalação ultrapassar os limites da janela, é necessário deixar de 10 cm a 20 cm de material sobrando de cada lado, bem como acima e abaixo.

Largura exata (Foto: Ilustrações / Luiz Lula)

REGRAS DE COMPRIMENTO As janelas pequenas podem ser equipadas com persianas curtas. Grandes extensões, sejam em portas ou janelas, requerem peças longas para serem elegantes. Os xales laterais são uma opção para finalizar o look.

Harmony | Na sala projetada pelo arquiteto Dado Castello Branco, a veneziana de madeira, modelo Country Wood, com lâminas de 50 mm, da Arthur Decor, é muito funcional (Foto: Divulgação)